Rádio Cenecista de Picuí

terça-feira, 12 de junho de 2018

Vítimas de ‘agulhadas’ em CG não estão infectadas, diz médica

Atendimentos acontecem desde o sábado (9). Os números foram atualizados pela assessoria de comunicação da unidade na tarde desta terça-feira (12)
Foto: Reprodução/Instagram/Emerson Machado
Hospital investiga Aids,
hepatites e sífilis
Subiu para 17 o número de pessoas que procuraram atendimento no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande alegando terem sido feridas com agulhas no Parque do Povo. O número foi atualizado na tarde desta terça-feira (12). Apesar do susto, a clínica-geral da unidade, Jacqueline Milfont, informou que nenhuma infecção foi detectada nos exames dos pacientes até a tarde desta terça (12) e que a probabilidade das vítimas adoecerem é mínima.


“Quando o paciente chega, a gente investiga Aids, Hepatites e Sífilis. São realizados exames e, após alta hospitalar, eles vão pra casa com medicamentos oferecidos pelo Trauma e receita para pegar por mais 20 dias. A probabilidade de eles adoecerem por conta dessas agulhadas é muito pequena. Existe, mas é muito pequena”, explicou.

Os atendimentos acontecem desde o sábado (9). Os números foram atualizados pela assessoria de comunicação da unidade na tarde desta terça-feira (12).

Inquérito
A Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar a autoria dos ataques com agulha no Parque do Povo. O secretário de Defesa e da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, informou que autoridades se reuniram com representantes da Aliança, empresa organizadora do evento, para avaliar a situação da segurança no local do ‘Maior São João do Mundo’.

“Foi feita uma reunião hoje [terça-feira] pela manhã com Corpo de Bombeiros, a Aliança e demais órgãos responsáveis pela segurança do local, visando intensificar a revista e a polícia judiciária vai identificar as pessoas”, informou o delegado responsável pelo caso, Henry Fábio, acrescentando que apenas uma pessoa prestou denúncia à polícia, embora o Hospital de Emergência e Trauma tenha realizado 17 atendimentos.

“O que se pode fazer imediatamente após se achar que foi vítima desse crime, procurar algum atendimento no local e especificar as características físicas desses criminosos e fazer a materialidade”, completou o delegado.

Em nota, a Aliança havia dito que 70 seguranças realizam o procedimento de revistas nas oito entradas do Parque do Povo, mas que cabe ao aparato do Estado garantir a efetiva segurança dentro e fora do Parque do Povo, já que se trata de uma festa de caráter público”.

Isis Vilarim - Portal Correio

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