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terça-feira, 25 de julho de 2017

UFPB tem 42 obras paradas e prefeito universitário culpa corte de 60% no orçamento

Segundo prefeito, prioridade são contas, salários e bolsas. MEC informou que repasse deste ano foi maior que de 2016
Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Prefeito universitário estima que R$ 20 milhões seria suficiente para retomar as obras
Quarenta e duas obras estão paradas em todos os campi da UFPB. O prefeito universitário, João Marcelo Macedo, explicou que os cortes orçamentários por parte do governo federal, em torno de 60%, são a principal causa da paralisação das obras. A maior parte das obras paradas ficam no Campus I, em João Pessoa. Prédios inacabados e material de construção espalhados são cenários recorrentes do campus.


A estudante Ana Luíza Honório, do curso de direito, comenta que a paralisação das obras é tão comum que os estudantes já se acostumaram com o cenário dos prédios inacabados. “Desde que eu entrei em 2013 que as obras não andam”, completou.

O prefeito universitário explicou que, diante do contingenciamento do governo federal, a UFPB mantém como prioridade o pagamento das contas de água, luz e telefone, bem como dos salários dos funcionários terceirizados e as bolsas dos estudantes. “Nós iremos manter a ação básica da instituição, todo dinheiro que entra encaminhados para as prioridades”, comentou. 

Ainda de acordo com João Marcelo Macedo, para concluir as obras, a UFPB precisaria de um aporte financeiro em torno de R$ 20 milhões. “Nós temos buscado apoio da bancada federal, vários deputados, senadores, se colocaram à disposição de levar o problema ao MEC e ao governo federal. Principalmente porque a educação é uma forma de mudança de paradigma”, concluiu.

Em nota enviada à TV Cabo Branco, o Ministério da Educação (MEC) informou que liberou para a UFPB em 2017 cerca de R$ 107 milhões. Ainda de acordo com o MEC, a UFPB já empenhou aproximadamente R$ 79 milhões, restando R$ 28 milhões do orçamento disponível à instituição. Por fim, o Ministério da Educação afirmou que o valor liberado para a UFPB neste ano foi maior que o de 2016.

G1 PB

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