Rádio Cenecista de Picuí

domingo, 4 de junho de 2017

Agências do Pagfácil param nesta segunda e 300 mil usuários podem ser prejudicados

Franquias alegam que os preços dos serviços estão defasados desde 2014, e denunciam falta de repasse de recursos

Muitas pessoas não têm paciência para enfrentar as enormes filas dos bancos e das casas lotéricas quando precisam pagar contas. Por esse motivo, as agências do Pagfácil acabam sendo uma boa saída para quem deseja realizar pagamentos e outros serviços bancários. Porém, a Associação Nacional dos Franqueados do Pagfácil (Assfrapag) anunciou que vai fazer uma paralisação nos serviços das agências nesta segunda (5), para protestar contra a defasagem no preço dos serviços que vem prejudicando os franqueados das agências.

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Paralisação

As 300 agências da franquia na Paraíba fecharão as portas por exatas 24 horas, das 8h do dia 5 de junho às 8h do dia 6 de junho. As pessoas que precisarem fazer pagamentos, saques e outros serviços bancários, podem procurar as casas lotéricas da Caixa Econômica Federal (CEF) ou as próprias agências do Banco do Brasil. Além disso, a orientação é que quem tiver contas a pagar que vençam no dia 5 de junho, efetuem o pagamento nos dias anteriores à paralisação. De acordo com levantamento realizado pela Assfrapag, aproximadamente 300 mil pessoas poderão ser prejudicadas pelo protesto.

Entenda

As agências do Pagfácil são vinculadas ao Banco do Brasil, e o repasse de recursos e tabela de valores é feito por intermédio da empresa MSA, especializada em serviços financeiros. Contudo, o presidente da Assfrapag, Leuemberger Gomes, alega que os preços dos serviços estão congelados e cobra uma posição do banco. “A tabela de valores está defasada desde 2014, é necessário um reajuste, um rearranjo para que o serviço se adeque a nova economia”, comentou o presidente.

Denúncia

A Assfrapag, por meio do presidente Leuemberger, encaminhou uma denúncia à Superintendência do Banco do Brasil, alegando que os recursos enviados pelo banco não tem sido repassados às franquias pela empresa MSA. Os associados aguardam uma resposta do Banco do Brasil para que a situação seja controlada. “A gente tem a esperança que tudo seja resolvido para que não continuemos prejudicando nossos empreendimentos”, finalizou Leuemberger. 

Procurados pela reportagem do Portal Correio, a superintendente do Banco do Brasil, Maristela Sales, e a empresa MSA, não retornaram nossos contatos.

Luís Eduardo Andrade - Portal Correio

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