Rádio Cenecista de Picuí

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

NOVA PALMEIRA recebe recursos do Governo Estadual para estação de tratamento.



O governador Ricardo Coutinho anuncia às 10h desta segunda-feira (27) a autorização para abertura de licitações de novas obras no Estado. O anúncio de mais de R$ 500 milhões em obras distribuídas nos mais diversos setores – desde abastecimento d’água, saneamento, até melhorias na infraestrutura rodoviária e nas áreas de educação, cultura, esportes e saúde – acontece durante solenidade no Salão Nobre do Palácio da Redenção.

Dezenas de municípios em todo o Estado serão beneficiados com as obras que serão licitadas pelo Governo do Estado. Bastante contemplada, a área de recursos hídricos traz investimentos em estações de tratamento de água em vários municípios, a exemplo de Água Branca, Aguiar, Alhandra, Cachoeira dos Índios, Coxixola, Desterro, Emas, Ibiara, Nazarezinho, Nova Palmeira, Riacho dos Cavalos, Santana de Mangueira, São José da Lagoa Tapada; a construção de barragens, como a Pitombeira, em Alagoa Grande, bem como a recuperação da barragem Pintado, em Sousa.

Os investimentos abrangem melhorias e implantação de sistemas de abastecimento d’água em municípios como Aroeiras, Gado Bravo, Guarabira, Itaporanga, Queimadas e João Pessoa; e ainda projetos de gestão de resíduos sólidos em Cajazeiras, Patos, Sousa e municípios vizinhos.

Esgotamento – Estão previstas, ainda, a conclusão do sistema de esgotamento sanitário de Alhandra, o esgotamento sanitário interceptor de Bayeux, obras de esgotamento sanitário também nos municípios de Belém do Brejo do Cruz, Cabaceiras, Cajazeiras, Campina Grande, Caraúbas, Coxixola, Coremas, Guarabira, Livramento, Santa Rita, São Bento, São José de Piranhas, São José dos Cordeiros, Serra Branca, Taperoá e João Pessoa.

Outras áreas – As áreas de Educação, Cultura e Esportes também serão amplamente beneficiadas com obras, tais como, por exemplo, a construção de ginásio de esportes no distrito de Mata Velha, em Araruna, construção de escolas técnicas estaduais em Bayeux, Cajazeiras, Cuité, Mamanguape, São Bento e João Pessoa, recuperação de estrutura de quadra poliesportiva em Cabedelo, conclusão de equipamentos esportivos em Coremas e Sobrado, reforma e ampliação de teatro e recuperação do estádio Perpetão, ambos em Cajazeiras, reforma e recuperação do estádio Amigão, em Campina Grande, bem como reforma no estádio Almeidão, em João Pessoa.

Na capital, há obras também nas áreas de desenvolvimento social e administração penitenciária (com a ampliação da Penitenciária Modelo PB 1). Já na área da Saúde, o destaque é o município de Patos, que terá autorizada a licitação para construção do seu Centro de Oncologia.

Infraestrutura – Entre as intervenções na área de infraestrutura, estão previstas obras de pavimentação, drenagem e terraplenagem em vários municípios, entre elas, a pavimentação da avenida Almeida Barreto, em Campina Grande. Será autorizada licitação, também, para a construção de pontes, tais como nos municípios de Ingá, Itabaiana, Patos e o alongamento da Ponte da Batalha em Cruz do Espírito Santo.

Secom/clickpicui.blogspot.com

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sucesso de Público e Animação, o Carnaval de Nova Palmeira se consagra como um dos maiores da Paraíba

O 8º CARNAVAL FEST FOLIA DE NOVA PALMEIRA, foi um grande sucesso de público e animação... Nos 4 dias do maior carnaval do Seridó/Curimataú da Paraíba, rolou muita folia, com as mais variadas bandas, levando animação a todo o público presente. Grupos como Ariaxé, Wagner Reis e Corações Apaixonado, N & N Show, Banda Nação(J.Pessoa), Impacto X, Mibanda, Roberto(ex Terríveis), entre outras atrações, levaram os foliões a participar com muito entusiasmo do maior carnaval de todos os tempos da cidade. Blocos como Zoião, Filhos da terra, Quer Beijar?, Libertinos, Gogóia Folia, fizeram cada qual, a sua maneira, muita festa em suas concentrações, se juntando todos eles à noite pra fazer o arrastão já tradicional do carnaval nova-palmeirense. Logo depois, os citados grupos musicais, se reuniam na Praça do Povo, onde davam continuidade ao evento. 

Vejam abaixo, fotos daquele que foi o Carnaval com o maior público já registrado em Nova Palmeira.

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

Dia das Virgens - Terça 21/02

 

Dia das Virgens - Terça 21/0

Dia das Virgens - Terça 21/02
Dia das Virgens - Terça 21/02

Dia das Virgens - Terça 21/02
Sábado 18/02
Bloco Zoião
Bloco Libertinos


Praça do Povo
Domingo 19/02
Domingo 19/02



Arrastão do Libertinos
Arrastão do Libertinos
Arrastão
Blog de Nova Palmeira

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Prefeito de Nova Palmeira caiu na "FICHA LIMPA"

Com aprovação da "Ficha Limpa", gestores da nossa região ficam inelegíveis



Com a aprovação na tarde de ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que validou aa Lei Ficha Limpa para a eleição deste ano, que determina a inelegibilidade, por oito anos, de políticos condenados em órgãos colegiados, cassados ou que tenham renunciado para evitar a cassação acaba com o sonho de vários políticos brasileiros.

Na Paraíba, a lista de candidatos inelegíveis é grande e incluiu nomes de figuras ilustres, principalmente aqueles gestores e ex-gestores que tiveram suas contas reprovadas devido desvio de finalidade dos recursos, despesas sem comprovação. Para o TCE, os gestores que tiveram contas Irregulares julgadas pelo Pleno, Contas Irregulares julgadas na 1ª e 2ª Câmaras ou estão na lista de Pareceres contrários, terão muita dor de cabeça para poderem obter seus registros de candidaturas este ano junto ao TRE da Paraíba.

PS. Muitos gestores tiveram seus recursos de contas com pedido de reconsideração aceitos pelo TCE. Estão inelegíveis os que tiveram reprovação de contas a partir do ano de 2004.



Confira a lista:

Baraúna – 2003 – Adilson José de Azevedo
Baraúna – 2006 – Maria de Fátima Ribeiro Silva
Barra de Santa Rosa – 2006 – Evaldo Costa Gomes
Cubati - Josinaldo Vieira da Costa
Cuité – Antônio Medeiros Dantas
Cuité – Osvaldo Venâncio dos Santos Filho
Damião – Geoval de Oliveira Silva
Nova Palmeira – José Petronilo de Araújo
Sossego – Juraci Pedro Gomes
Pedra Lavrada – José Antônio Vasconcelos da Costa
Picuí – João Batista Balduíno
São Vicente do Seridó – Damião Zelo de Gouveia Neto
São Vicente do Seridó – Francisco Alves da Silva

http://cubatibeminformado.blogspot.com/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval de Nova Palmeira é destaque no Jornal da Paraíba

ANIMAÇÕES EM VÁRIAS CIDADES DO ESTADO

A folia de carnaval se estenderá amanhã, por todas as regiões do estado. Entre as cidades que abrirão seus eventos, estão, Taperoá, Patos, Serra Redonda, Esperança, Nova Palmeira e Caraúbas.
   Em Patos no Sertão, o tradicional bloco das virgens, vai levar muita descontração e irreverência às ruas da cidade. Os foliões partirão dos bairros São Sebastião até o Terreiro do Forró, animados pelas bandas Pago Boys e Sem Limites.
   Em Nova Palmeira, no Seridó, a partir das 19hs se apresentarão em praça pública as bandas N & N Show, Pagodão Mibanda e Wagner Reis.
Carnaval 2011 em Nova Palmeira-PB
   Em Serra Redonda, no Agreste, a festa começará ao som das bandas Saia Justa e de Luan e Forró Estilizado.
   Já em Esperança, o início da folia terá show da banda Ufuska, que fará o arrastão da alçegria.
   O Cariri também dará início aos festejos carnavalesco. Em Taperoá, a animação da festa de Momo será ao som das bandas Afrodite, Mibanda e da orquestra de frevo Honório Capiba.
   Em Caraúbas, os blocos da Saudade e os Estudantes fizeram a prévia do mevento nos últimos dias. Hoje a programação de rua será com as bandas Imagem e Forró com Nós.

Fonte: Jornal da Paraíba

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

TUDO PRONTO PRA O MAIOR CARNAVAL DO SERIDÓ/CURIMATAÚ PARAIBANO

O 7º CARNAVAL FEST FOLIA DE NOVA PALMEIRA, começa nesse sábado 18/02. Os últimos detalhes da festa estão sendo preparado para que os nova-palmeirenses e visitantes possam curtir e brincar(sempre na paz) nesse grande evento, que a cada ano que passa se torna maior!!!


Veja programação abaixo:


DIA 18/02 - SÁBADO 

- N & N SHOW 21hrs
- PAGODÃO MI BANDA 00:00(meia noite)
- WAGNER REIS 

DIA 19/02 - DOMINGO

- ARRASTÃO COM TRIO ELETRICO 19hrs
- IDEAL ELÉTRICO - NOVA PALMEIRA
- BANDA IERÊRÊ 00:00(meia noite)
- BANDA ARIAXÉ



DIA 20/02 - SEGUNDA

- ARRASTÃO COM TRIO ELETRICO 19hrs
- DEIXE DE MUÍDO - PICUI 21hrs
- IMPACTO X  00:00(meia noite)
- ROBERTO BANDA MAIOR EXPRESSÃO



DIA 21/02 TERÇA

-ARRASTÃO COM TRIO ELÉTRICO 19hrs

-GREICY E BANDA-NOVA PALMEIRA 21hrs
-WAGNER REIS 00:00(meia noite)
-BANDA NAÇÃO - JOÃO PESSOA


Confira arquivos do Carnaval de Nova Palmeira-PB
Carnaval 2010 - Terça, dia das virgens

Carnaval 2010 - Terça, dia das virgens

Carnaval 2010 - Show a noite na praça do povo

Carnaval 2010 - Show a noite na praça do povo

Carnaval 2010 - Show a noite na praça do povo


Carnaval 2010 - Arrastão pelas ruas da cidade

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Entrevista: ESCRITORA NIVALDETE FERREIRA

Por Eduardo  Gosson e Paulo Jorge Dumaresq

UBE: Nivaldete, para iniciar a entrevista, queremos que você se autodefina. Quem é Nivaldete?
 
NIVALDETE: Primeiro, obrigada a vocês pela oportunidade da entrevista. Agora, tentando responder: quem sou?… Uma hibridez de ser/ não-ser/ a ser… Aliás, acho que somos todos essa hibridez. Somos alguma coisa, não somos muita coisa e estamos em processo para ser alguma coisa mais. Ou deixar de ser. O que sou mesmo, irrevogavelmente, é isto: mãe. Sou mãe.

Nivaldete, natural de Nova Palmeira-PB
UBE: Agora, façamos uma volta ao passado e voltemos a Nova Palmeira, sua cidade berço. Conte-nos como foi a sua infância. Como surgiu o seu interesse pela literatura? Na sua casa havia um ambiente cultural que o influenciava ou você foi buscar o conhecimento fora de casa? Na escola, por exemplo?
 
NIVALDETE: Passei a infância e a adolescência em Nova Palmeira, quando aquele lugar era uma rua de mão dupla, ou duas fileiras paralelas de livros (porque cada casa é como um livro: tem suas histórias, seus personagens). No tempo das chuvas, a gente tomava banho debaixo das biqueiras, nas calçadas. Meu primeiro teatro foi o João-Redondo de Basto Doido, que periodicamente chegava por lá, um baú de bonecos ao ombro, uma roupa extravagante (calça de damasco amarelo brilhante, desses com que se fazia cortina). Vinha o circo, havia festa da padroeira – com direito à alvorada, banda entrando na rua, tocando às 5 da manhã. Mês de Maio era dedicado à N. S. da Guia. No encerramento, as meninas vestiam túnicas brancas de cetim e punham asas. Eram os anjos. Fui anjo, uma vez, lá em cima do altar. Sensação estranha… Mas esse ‘anjo’ – de asa de papelão e papel crepom franjado- também se divertia prendendo com broches de fralda as saias das senhoras, piedosamente rezando ajoelhadas. Eu fazia isso com uma amiga-cúmplice (Disa). Depois era ficar esperando que elas se levantassem… e haja “o que é isso, mulher? Tá me puxando!?”. A gente também pingava vela quente na cabeça das pessoas, lá de cima do coro, espécie de mezanino onde as cantoras entoavam o Kyrie eleison e outros cânticos. Agora, as leituras. Na minha casa não havia livros. Meus pais se dedicaram à terra, ao gado e ao comércio. Mas na casa da vizinha de minha avó havia muitos livros, deixados pelo seu irmão –Dr. Medeiros Dantas, médico hansenista (trabalhava em Recife) e padrinho de Zila Mamede. Ele tinha gosto pela literatura (nessa época, médicos e advogados liam romancistas e poetas…) e trazia livros para os sobrinhos. A velha estante ficava no ‘quarto escuro’, aquele que estava sempre fechado para evitar que mexessem nas coisas guardadas lá. Um dia, consegui entrar, abri a estante empoeirada, peguei uma velha Selecta Literária, o dourado do nome quase todo apagado na lombada. Li “E o corvo disse nunca mais” e outras coisas, mas o poema de E. A. Poe ficou gravado na minha lembrança. Naninha, a irmã de Dr. Medeiros, me emprestou a obra de Monteiro Lobato. E li também muito gibi. Isso tudo aí pelos 11,12 anos. Aos 16, 17, estava mandando buscar, pelo correio, as Edições de Ouro: Nietzsche, Pascal, Descartes, os gregos, Camões… Ainda tenho esses livros, já meio esfacelados. Como consegui a proeza? A editora mandava pelo correio livretos de divulgação, para distribuição aleatória. Eu pegava o que geralmente o sisudo gerente do correio colocava na lixeira. Ficava só esperando o gesto, pra resgatar tudo e sair correndo pra casa. Mas saber por que escolhi esses autores… Não sei mesmo. Foi assim.

UBE: Quais foram os primeiros livros que leu? Esses livros chegaram a lhe marcar de alguma forma? Influenciam até hoje?

NIVALDETE: Acho que já respondi acima. Mas vou acrescentar “Quo vadis, Domine?” e o irrecusável “O Pequeno Príncipe”. Quem me marcou pra valer foi Nietzsche (Assim falava Zaratustra).Eu lia, achava complicado, mas bonito. Entendia como quem sente, talvez a melhor maneira de entender.

UBE: Em que ano você deixou Nova Palmeira? Foi para onde depois? Comente essa mudança de vida.
 
NIVALDETE: Deixei Nova Palmeira, de vez, no final de 1972. Vim pra Natal, desde cedo a cidade do meu desejo, depois de receber uma resposta de Zila (prima em primeiro grau de minha mãe, ambas nascidas no mesmo mês e ano) a uma carta minha, em que lhe contava o meu anseio e a necessidade de sair de lá. Até então ela tinha ido a N. Palmeira quando eu tinha uns 10 anos. Na resposta, ela sugeria que eu procurasse Dr. Diógenes da Cunha Lima, presidente da FJA. Vim e fui me apresentar, cheia  de timidez. Não sabia o que iria dizer. Ele deve ter me achado um bicho do mato mesmo  (Zaratustra não me serviu pra nada, nesse momento, rss, e bicho do mato acho que sou até hoje…). Enfim, fui trabalhar na gráfica Manimbu. Tirei fatura, cheguei a fazer a capa de uma plaquete/discurso do Dr. Paulo Viveiros, dobrei  papel lá dentro, ajudei a aprontar livros junto com os operários, alguns sem camisa, tal era o calor (25 anos depois, sairia, por lá, “Trapézio e outros movimentos”, por iniciativa de Deífilo Gurgel). Depois da gráfica, fui pro Museu do Sobradinho; em seguida, pra Biblioteca Câmara Cascudo, espaço também para exposições de pintura e desenho. Foi um tempo bom. Em 1975 nasceu meu primeiro filho; entrei de licença e, tão encantada fiquei com a maternidade, que esqueci de voltar no tempo aprazado e fui demitida. Mas a essa altura estava fazendo o curso de Letras e era monitora. Teria mesmo que abrir mão de alguma coisa.
 
UBE: A literatura entrou definitivamente na sua vida em que momento? No período do ginasial? Ou do científico? Relacione os livros e autores que lhe influenciaram nessa fase da vida.
 

NIVALDETE: A literatura entrou na minha vida com os livros do ‘quarto escuro’, da vizinha de minha avó, como contei. Autores que me marcaram (prefiro assim): Monteiro Lobato e Nietzsche, já referido. Interessante é que, pesquisando pra minha tese de doutorado, descobri que Lobato era completamente fascinado por esse pensador, como se pode ver nas suas cartas a Godofredo Rangel, durante 45 anos.

UBE:A faculdade certamente foi o período mais rico e de maior aprendizado na sua vida. Você ingressou no terceiro grau em que ano? Optou por fazer qual curso? Como era o ambiente universitário na sua época? O seu momento de universitário coincidiu com a ditadura militar de 1964? Você participou do movimento estudantil? Chegou a se filiar a algum partido político de esquerda contrário à ditadura militar? Se sim, foi perseguida? Presa? Torturada?

NIVALDETE: Puxa, vocês estão me obrigando a ir ao porão das lembranças… rsss… Fiz o primeiro vestibular pra jornalismo, ainda na Fundação José Augusto, em 1973. No ano seguinte, ingressei no curso de Letras da UFRN, quando não havia quase nenhum mestre no departamento, mas guardo boas lembranças de Zélia Santiago, professora de Literatura Brasileira (ela, inclusive, respeitava e estimulava os meus cometimentos literários). O campus estava acabando de ser construído e se comentava que em cada turma havia um falso aluno, encarregado de dedurar professores e alunos. Alguns eram chamados a depor na ASI (Assessoria de Segurança e Informação), por qualquer fala que parecesse de esquerda (acho que até o coração teve de ser teoricamente relocado…). Quando me formei, fiz concurso e passei um ano a serviço do gabinete do reitor, pois precisavam de alguém pra fazer a redação e fui indicada. Além de redigir a correspondência do gabinete, fiquei secretariando os colegiados superiores, que tinham representação estudantil. Certa vez, um aluno, presidente do DCE, reivindicou o direito dos alunos à livre expressão, de forma veemente. O chefe da ASI ficou, então, me pressionando pra receber uma cópia da ata, e eu sempre dizendo que não tinha passado a limpo (não havia informática), inventando desculpas, mas nunca entreguei essa cópia. Não, não participei de nenhum movimento estudantil nem me filiei a nenhum partido. Estava casada, tinha um filho pequeno, fiquei circunscrita a esse mundo novo. Me lembro, porém, de ter composto uma música que dizia: “Esse paredão que separa irmãos/ Essa luz tão baça/ Que não passa das retinas… (…) Esses homens tolos/ todos hão de ter/ uma inscrição dourada como diferença/ mas haverá na tumba a mesma solidão”…

UBE: Ainda na faculdade, quem foram as pessoas mais próximas a você no mundo político e intelectual?

NIVALDETE: Nunca fui ligada ao mundo político. Em termos intelectuais, convivi muito com o escritor Eulício Farias de Lacerda, que foi meu professor. Todos os finais de semana, por um longo tempo, três famílias se encontravam –a dele, a minha e a do prof. William. Muita cerveja e muito papo. Quando me separei, esses encontros cessaram. Passei a viver em função dos meus dois filhos e do trabalho. E escrevi muita coisa que doei à lixeira.

UBE: Como se deu a passagem de estudante para professora universitária? Você fez o seu mestrado e/ou doutorado fora do Rio Grande do Norte? Se sim, onde?
 

NIVALDETE: Logo que terminei a faculdade fiz concurso pra prof. colaborador. Fiquei um ano na reitoria, como disse. Depois fui fazer mestrado na UFMG. Passei algumas dificuldades de ordem pessoal, atrasei a dissertação e fui jubilada. Então comecei tudo de novo aqui mesmo: mestrado e doutorado pelo programa de pós-graduação em educação-UFRN, com estágio de doutorado em Lisboa, quando fiquei dois meses aos pés do “Fermoso Tejo meu”. Trouxe dele uma pedra –pequena, claro!-, que se juntou a um quartzo, de uma terra que foi do meu pai; desde aí se gerou uma amizade ‘pétrea’ entre o Tejo e as cacimbas do sertão paraibano (rss).

UBE:Você pode traçar um paralelo entre a UFRN da sua época de discente e a de hoje (2012)?

NIVALDETE: Ah, muitas diferenças. Hoje as facilidades são enormes. A instituição investe em biblioteca, informática, tecnologia de ponta, mas os alunos em geral não leem pra valer e têm dificuldade na escrita. Há os que “colam” da internet. E se percebe um certo maternalismo também: aluno pode trancar disciplina por alguns motivos; um deles, porque não gosta da metodologia do professor… E ultimamente pode se matricular em disciplina depois de já iniciado o semestre letivo. Precisa também de um professor/orientador. Na minha época havia mais autodeterminação. A biblioteca central era ainda um tanto precária, então quem queria mesmo avançar, comprava livros, dava um jeito, e não atrasava o curso, desocupava a vaga no tempo certo. Pelo menos foi o que vivenciei.

UBE:Nivaldete, em que momento a literatura potiguar a arrebatou? Você lembra do seu primeiro livro de autor potiguar?
 

NIVALDETE: Bem antes de vir pra cá, li um livro de poemas que meu irmão levou nas férias (ele estudava aqui). Me lembro de dois versos: “e a cidade se repete no rio”(por força das luzes) e “a terra combusta e assassinada”. O poeta era Dorian Gray Caldas. Na gráfica Manimbu havia um mostruário de livros de autores potiguares. Tinha Horto e Roseira Brava, entre outros. Quando podia, folheava. Só depois, já aqui, conheci a poesia de Zila e de outros/as poetas.

 UBE: Há um marco divisor na literatura norte-rio-grandense? Quais são os pontos positivos a serem destacados na nossa literatura? Como você a define? Cite, por favor, os principais livros de autores nossos que não podem faltar na lista de alguém que está pesquisando o tema.

NIVALDETE: Marco divisor parece supor ruptura radical, algo que (quase) invalida tudo o que já foi feito, por ex., o Ulisses de Joyce como marco divisor da história do romance ocidental, como Grande Sertão o seria da história do romance brasileiro (felizmente ninguém deixou de escrever romances depois deles). Mas vejo marco divisor como uma qualidade destacada em relação a, pelo menos, um determinado aspecto das obras que vinham ou vêm sendo produzidas. Pode ser em relação ao modo de fazer, à temática e ao discurso, à capacidade de gerar leitores e estudos, entre outras. Pra não ficar devendo tudo, citaria, no primeiro caso, Jorge Fernandes, os poetas visuais/concretos, a Zila Mamede de Exercício da Palavra, Os de Macatuba (Tarcísio Gurgel)… Os demais casos –e estes primeiros também- exigem um cuidadoso levantamento, e o leitor pode ir fazendo a sua parte.
Pontos positivos da literatura no RN?… Atrever-se a escrever, ajudar a criar a alma literária do lugar é já o grande ponto positivo. E sem nenhum julgamento quanto à qualidade dessa ‘alma’, só a observação de que ela será sempre irregular, como o é em todos os lugares.


UBE: Você escreveu quantos livros? O que você destaca nesses livros?

NIVALDETE:  “Sertania” (1979), impressões poéticas de N. Palmeira, mas é de outra N. Palmeira que falo, da que ficou em mim. “Trapézio e outros movimentos” (1994): aqui eu estava ‘contaminada’ (a tendência é não se falar mais de influência, mas de contaminação) por Paul Celan e Cummings, além de ter me permitido um certo experimentalismo misturado à cata de palavras que talvez tenham envelhecido no dicionário sem terem sido usadas. Ex.: fácula, ceráunia, trápola, ábiga… Fascina-me a beleza das palavras como se elas fossem, sozinhas, um objeto estético. A palavra como som, música. “Trapézio…” não é um livro do qual se goste com facilidade (talvez nem com dificuldade). Mas poesia é pra perturbar também, pra se compreender como quem sente (a poesia de Celan tem disso). Foed Castro Chamma, crítico literário do RJ, fez uma leitura de “Trapézio” calcada na psicanálise e na semiótica, uma análise consequente, dessas que dilatam o nosso texto. O livro chegou a ele pelas mãos de Leontino Filho (CE), quando esse poeta fazia mestrado na UFRN.
Publiquei “Entre o carrossel e a lei”(teatro) em 2007. Uma provável criminosa, enquanto presta depoimento a um juiz, provoca suas memórias de infância e o faz se revelar na sua melhor humanidade, oculta pela toga. Ilza Matias de Sousa fez um estudo/prefácio também enriquecedor.
“Memórias de Bárbara Cabarrús”, romance (ou contos sobre o mesmo tema), foi publicado em 2008-Capitania das Artes. A criação da personagem foi inspirada, de alguma forma, num verbete sobre Teresa Cabarrús. Por coincidência, na semana do lançamento do meu livro, a jornalista/escritora Carmen Posadas, nascida no Uruguai e radicada em Madrid, lançava, na capital espanhola, La Cinta Roja, uma biografia de Teresa, espanhola que foi viver em Paris, no séc. XIX, conforme li em El País. Tenho recebido ótimos retornos de leitores e leitoras, daqui e de outros estados. Estudantes de Letras da UnP estão desenvolvendo monografias de final de curso sobre a personagem Bárbara, e já tive notícia de alguma leitura do livro por alunos de Letras-UFRN, por estímulo de Márcio Dantas, bom como poeta e crítico. Recebi também e-mail da escritora Ana Miranda, com boas referências ao romance. Isso tudo me anima a prosseguir –sem fazer oba-oba nem acreditar que produzi uma obra-prima, mas um livro que, pelos depoimentos daqui e de outros lugares, as pessoas, em geral, leem de um fôlego só (a jornalista/poeta Sheyla Azevedo foi a primeira pessoa a me dar esse retorno). Está praticamente esgotado e há demanda. Tem gente esperando uma reedição. Como fazer, não sei…
Publiquei ainda um livro infanto-juvenil –Psilinha Cosmo de Caramelo-, Menção Especial em concurso da UBE-RJ, em 1997. Diva Cunha me cobra sempre uma reedição dele, caprichada. Publiquei também O Clubinho da Água, paradidático, voltado para o meio ambiente.
 
UBE: Em sua opinião, quem são os grandes nomes da literatura potiguar? Atualmente algum jovem poeta, romancista ou dramaturgo lhe desperta interesse? O que podemos esperar da literatura potiguar nesta década?

NIVALDETE: Não quero cometer  erro pelo esquecimento, e desconfio da adjetivação “grande”, pois tende a absolutizar e isso requer um parâmetro, como no caso do “marco divisor”. Prefiro dizer que todos são grandes em algum ou alguns aspectos.  Em todos, é difícil.
Sobre a segunda parte da pergunta, li alguns poemas de “Por cada uma”, editado por Marize Castro. Gostei da amostra. Ainda vou adquirir, pra poder ler tudo. Romancista recente?… Pablo Capistrano. Na dramaturgia, Cláudia Magalhães.
O que podemos esperar da literatura potiguar nesta década? Que seja boa. E por certo será tão potiguar quanto brasileira e universal, pois quando se fala de seres humanos (ou quando o ser humano fala de si mesmo) é da humanidade que se fala, e esta é mais ou menos a mesma em todos os lugares. A diferença está no “como” se fala.


UBE: De que modo você define a poetisa Nivaldete? Você recomenda a leitura de  Trapézio e outros movimentos? Mudaria algo na obra?

NIVALDETE: Eu me defino como alguém que enxerga poesia até nos descascados das paredes e no cabelinho lilás que os jambeiros soltam nas calçadas. Percebo isso como um perfeito  hai-cai da natureza. Acho que a poesia está cosmicamente dada, mesmo. Mas precisamos, queremos codificar nossas percepções mais sutis em palavras. Daí que escrevemos… Sobre “Trapézio…”, só recomendo a quem tem abertura para o descondicionamento, melhor para quem leu Cummings, por ex., e Celan. Não mudaria nada (a não ser os erros tipográficos…), até escreveria mais daquela forma. Esse livro -tenho consciência- não cabe no gosto literário vigente. Produz estranhamento, algo estimado em outros campos da produção estética.

UBE: Você concorda com o Plínio Marcos de que o intelectual brasileiro é um marginal de classe média querendo ganhar status por meio da cultura?

NIVALDETE: Acho que a internet redesenhou a figura do intelectual. Eles se multiplicaram, perderam um tanto a aura. E houve o crescimento dos cursos de pós-graduação, que geram pesquisadores especialistas nos mais diversos campos do conhecimento. Os próprios cursos de jornalismo estão oferecendo habilitação em jornalismo cultural. Assim, penso que a afirmação de Plínio não se encaixa nestes novos tempos.
 

UBE: Sabemos que você não tem bola de cristal, mas faça um exercício de futurologia e nos diga para onde vai a literatura no Século XXI. Quais os caminhos que a literatura pode ou deve seguir?

NIVALDETE: Já falaram do fim da arte, da literatura (até da história), mas tenho certeza de que se continuará a fazer literatura e arte em geral. A literatura do século XXI, acho, pode se voltar para a história como pode ir para as insuficiências do presente (supondo que a história -recente ou não- seja uma suficiência). Pode refletir o inumano da tecnologia, que dispersa ou enfraquece o social; pode falar do esvaziamento moral/espiritual; da falta de “rosto”, e gritar pelo ser humano, pra que ele não desista. Seja como for, a literatura será sempre obra do desassossego… Não sei… Talvez eu não seja uma boa vidente, mas o que pressinto mesmo é que não haverá uma literatura ‘experimental’: não interessa ao mercado, pois este vive da moeda, de preferência do que “bomba”.
 
UBE: A tecnologia e as novas mídias a assustam enquanto escritora? Você acha interessante a ideia do e-book? Você leria um livro na tela do computador ou num tablet?
 

NIVALDETE: Não me assustam, não. São mais uma ferramenta de leitura, mas só leria um livro na tela do computador se não houvesse outro jeito. A mão que segura um livro sabe a diferença. O livro físico permite uma experiência sensorial bem mais rica. O som da página virando, o peso, o cheiro (quando o livro é novo)… O corpo não pode ser esquecido.

UBE: Sua coleção particular de livros está em quantos volumes? O que podemos encontrar nas suas estantes?

NIVALDETE: Não tenho muitos livros, talvez não cheguem a 400. Há livros de poemas, romances e obras teóricas, pois ainda dou aulas. Alguma coisa ligada à física quântica e espiritualidade, também. Quando me aposentar, farei como Nietzsche: uns 40 bons livros me bastarão.

UBE: Qualquer coisa que não seja literatura a aborrece?

NIVALDETE: Não, não. Sou uma curiosa da física quântica, da sabedoria oriental e gosto de ouvir e ler anedotas. Aliás, tenho o maior apreço pelos criadores de piadas e anedotas. Acho genial a lógica do absurdo que conseguem criar. Ou simplesmente quando fazem rir. E ninguém faz questão de autoria, o que é uma grande generosidade.

UBE:Quais são as cores e os sons da sua literatura?

NIVALDETE: Cores: o avermelhado da terra, o branco de cada começo, o escuro do que não entendo. Sons: o sopro do vento da vontade de escrever; o contrassopro da dificuldade; o silêncio da espera.

UBE: Nivaldete, a sua história de vida tem alguma moral? Se sim, que moral é essa?

NIVALDETE: Talvez: coragem, palavra que vem de “cor, cordis”, a mesma raiz de “coração” e “cordial”. É preciso ter coragem pra ficar em pé no mundo… E se levantar quando cair.

UBE: Para encerrar, a literatura tem…

NIVALDETE: Que refletir a miséria e a riqueza do ser humano, que é basicamente o mesmo em todos os lugares, só mudam a língua e os costumes.


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NOVA PALMEIRA PB: Está incluida nessa nova etapa de pagamento do seguro-safra que começa nesta Terça Feira dia 14.


Mais de 10,6 mil produtores da agricultura familiar de 24 municípios dos estados da Paraíba, Bahia e de Minas Gerais vão começar a receber, a partir de amanhã (14), o pagamento de R$ 640 relativo ao seguro garantia-safra por quebra de produção entre 2010 e 2011. O benefício é concedido para os agricultores familiares do Nordeste, norte de Minas Gerais, Vale do Jequitinhonha e do Espírito Santo que têm renda de até 1,5 salário mínimo e sofreram prejuízos de até 50% da produção por quebras nas lavouras, em consequência de secas ou enchentes. Para a safra 2011/2012, o seguro será de R$ 680, de acordo com a Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Até o início deste mês, mais de 111 mil agricultores de 169 municípios receberam a cobertura do seguro, que é pago em 4 parcelas mensais, com base no cronograma de repasses dos benefícios sociais pela Caixa Econômica Federal. Os pagamentos são assegurados por recursos do Fundo Garantia-Safra, formado por contribuições da União, dos estados, dos municípios e por receita vinda da própria agricultura familiar.

Serão contemplados na etapa que começa amanhã agricultores que tiveram perdas nos municípios de Capela do Alto Alegre, na Bahia; São João do Paraíso, em Minas Gerais, e nos municípios paraibanos de Areial, Cacimba de Dentro, Caturité, Emas, Imaculada, Ingá, Juru, Massaranduba, Matinhas, Mogeiro, Nova Palmeira, Patos, Pocinhos, Quixaba, Riachão do Bacamarte, Salgado de São Felix, São João do Tigre, São José de Espinharas, São José dos Ramos, São José do Bonfim, São José do Brejo do Cruz e São Sebastião de Lagoa de Roça.

Agência Brasil

História contada em fotos - Parte 21

31/12/2004

Carnaval 2004

Maria Taveira
Celina
Tito Inácio

Naninha
Lagoa, Ivan e Toninha

Eleição 1982

Marizinha, Rondelly, Osmarise(grávida de Rinnelly), Ivana, Maluza, Nêga Lourdes e Eunice - 1985

Grupo Escolar de NP - Vânia(Zita), Kiara, Roberta(neta de D.Liquinha) com Raíssa em seus braços, Ivana e Vânia(Preta)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

História contada em fotos - Parte 20

Maria Martir

Maria e Guia
Bento

D.Júlia

Antiga palhoça
Genézia
Naninha e Bento
Vená, Ivan e Dé
Zizi
Época de eleição - 2004
Blog de Nova Palmeira

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SINPUC entrega pauta de reivindicações ao prefeito José Petronilo



No dia 30 de janeiro os dirigentes do SINPUC entregaram uma pauta de reivindicações ao prefeito de Nova Palmeira-PB, José Petronilo. No documento os sindicalistas exigem: O reajuste salarial dos professores do município de acordo com a Lei do Piso Nacional; Correção da perda salarial dos profissionais que recebem seus vencimentos acima do salário mínimo que, ha mais de quatro anos, não têm reajuste; Melhoria da remuneração dos agentes administrativos que hoje recebem apenas o mínimo; Instituição da comissão para elaborar a minuta do PCCR da Saúde que já vem sendo discutido pelos profissionais e o sindicato desde julho de 2010 e concurso para professor do Ensino Fundamental I.

José Petronilo afirmou que vai buscar soluções para os problemas informados pelo SINPUC, mas não assegurou o atendimento a todas as reivindicações.

O gestor se comprometeu em fazer simulações na folha de pagamento, com os percentuais indicados pelo sindicato, a fim de avaliar a situação. Para os servidores que ganham acima de um salário, o prefeito se dispôs a fazer um acréscimo proporcional ao do salário mínimo para evitar perda. O gestor reconheceu ainda a necessidade da implantação do PCCR da Saúde e disse que o assunto será estudado pelo setor jurídico da prefeitura. O déficit de professores no município poderá ser parcialmente resolvido com utilização de monitores do PETI graduados em pedagogia. Se o problema persistir, será estudada a possibilidade de um processo seletivo, mas o concurso público está descartado.

“Após a reunião ficou acordado que logo em breve o SINPUC vai procurar o gestor para ver o andamento de tudo isso”, garantiu Tião Santos. “Consideramos que, a princípio, tivemos uma reunião consensual e proveitosa, porque todas as reivindicações foram acatadas com perspectiva de solução, mas o sindicato não ficará de braços cruzados”, alertou.

Locutor da Rádio Comunitária Rural FM entrevista Tião Santos

No dia 31 de janeiro, em Baraúna, Tião Santos concedeu entrevista ao radialista Welington Santos, da Rádio Comunitária Rural FM. A visita ao município foi motivada por uma onda de desfiliações, supostamente, motivada pelos gestores do município.

Durante a conversa na rádio comunitária, Tião Santos mostrou os trabalhos que o sindicato desenvolve em Baraúna, falou sobre as lutas no município e destacou a necessidade de os trabalhadores denunciarem os problemas pelos quais passam dentro da administração local.

Ainda durante a entrevista, o presidente do SINPUC abordou o processo eleitoral do sindicato e explicou como ocorre a escolha do delegado de base do município. A eleição do representante de Baraúna será no dia 10 de fevereiro. A nova Diretoria-executiva será eleita em abril.

“Queremos enfatizar que mesmo com a suposta campanha de desfiliação manipulada por um grupo que não tem interesse e nem quer ver os trabalhadores sindicalizados e unidos, iremos manter a base em Baraúna, independentemente do número de sócios. Afinal, temos pessoas prontas para tocar a luta”, garantiu Tião Santos.

fonte: http://sinpuc.blogspot.com/